AEGEA já colhe frutos do seu esforço de adoção BIM

O caso de implantação BIM na AEGEA merece ser destacado e precisa ser melhor compreendido.

Trata-se de um significativo exemplo de transformação digital, iniciada da maneira correta, como uma decisão estratégica tomada conscientemente pela organização e com o foco nas informações. Quais informações? Não todas (!), mas justamente aquelas que são as mais necessárias e mais críticas para o gerenciamento do seu negócio.

Eles fizeram um grande esforço inicial de mapeamento dos seus processos e das informações mais importantes para embasar as suas tomadas de decisão de diversos níveis: estratégico, tático e operacional. Classificaram, codificaram e estruturaram essas informações para planejar e definir bancos de dados compartilhados e então criaram seus padrões, ou seja, fizeram todo o esforço de planejamento que é vital para viabilizar a implantação de processos BIM mais complexos e de mais alto nível.

Dentre os principais desafios que enfrentaram, eles conseguiram controlar a ´ansiedade´ da direção e de outras áreas da empresa, porque nos primeiros anos nenhum modelo 3D BIM foi gerado nem tampouco pode ser mostrado, girando numa tela, porque o esforço inicial foi o de construir seus padrões de codificação e classificação de dados, que agora constitui a espinha dorsal e estruturante da sua trajetória de transformação digital.

Certamente não foi fácil chegar aonde já chegaram. Nas reuniões de alinhamento que fizemos antes da realização do evento, Wagner e Osmar comentaram que em alguns momentos, quando finalmente conseguiram obter informações estruturadas e confiáveis sobre algumas das suas operações, o diagnóstico apontou problemas sérios como prejuízos operacionais que até então estavam ocultos, riscos críticos, etc. Ou seja, a constatação de algumas realidades cujo processo de tomar ´consciência´ delas não “trouxeram a paz”, ao contrário, alguns geraram incômodos e tiraram a sua tranquilidade, exigindo tomadas de decisão difíceis e complexas, que desafiaram os gestores.

Embora a caminhada da transformação digital da AEGEA não tenha sido fácil, a organização já tem colhido resultados concretos dos seus esforços. A empresa tem apenas 11 anos de idade e já é a líder no setor privado de saneamento básico no Brasil. Recentemente venceu um leilão para assumir os blocos I e IV operados anteriormente pela CEDAE no Rio de Janeiro. O inventário dos ´bens reversíveis´, que fazem parte dos mencionados blocos, e incluem mais de 1.000 diferentes ´endereços´, será realizado por drones e outros levantamentos de campo, seguindo os padrões já estruturados pela AEGEA para a identificação e classificação dos diferentes ativos. Ou seja, o enfrentamento de um desafio da magnitude de um inventário como este fica mais fácil quando a empresa já está preparada e estruturada, já sabe quais informações precisarão ser coletadas e como elas serão catalogadas e codificadas para que possam ser acessadas e reutilizadas quando necessário.

Convido a todos para entenderem um pouco melhor a transformação digital da AEGEA assistindo ao evento que foi promovido pelo BFB.

Revista Aegea